Sem condições de honrar compromissos financeiros com servidores e fornecedores, por causa da retenção das recursos constitucionais pelo governo do Estado, prefeituras do Norte de Minas estão em situação dramática. Por conta disso, pretendem decretar Situação de Calamidade Financeira, esta semana, além de admitir a possibilidade de paralisar atividades e demitir ocupantes de cargos em comissão. Elas também vão buscar apoio do Ministério Público para propor ações na Justiça, visando tentar forçar o Estado a repassar-lhes os recursos financeiros a que têm direito. As prefeituras darão ciência das medidas ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, frisando que elas são necessárias para proteger os prefeitos no tocante à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A situação das prefeituras nortemineiras foi discutida em reunião na tarde dessa segunda-feira, promovida pelo Consórcio Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams), presidido prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio Moura Leal. Durante o encontro, na sala de reuniões da 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Montes Claros, chegou-se à conclusão de que ela é mais crítica do que se imagina, podendo se constituir em dores de cabeça para os atuais gestores, no futuro. Foram discutidas medidas a serem tomadas pelos municípios, no sentido de preservar os prefeitos de eventuais punições. Com os cofres vazios, as prefeituras não sabem como pagar os salários dos servidores e muito menos o 13º salário, cuja primeira parcela vence no final deste mês.