Em 5 de novembro 2015, a Barragem de Fundão, da Samarco/ Companhia Vale do Rio Doce, no município de Mariana (MG), rompeu-se, liberando lama tóxica que destruiu casas e vegetação, matou centenas de espécies animais e também ceifou vidas humanas. O rompimento trouxe prejuízos imensuráveis para o meio ambiente, além de acabar com a fonte de renda dos pescadores - que viviam do Rio Doce - e até hoje esperam por indenizações. Outros mananciais, dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, também foram prejudicados pela lama.

No mês em que se completam três anos do maior desastre socioambiental do Brasil, o Cinema Comentado Cineclube e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) exibem em Montes Claros o documentário “Arpilleras: Atingidas por Barragens Bordando a Resistência”. A produção do documentário foi viabilizada pela plataforma de financiamento coletivo “Catarse”, em 2015, e conta a história de 10 mulheres atingidas por barragens das cinco regiões do Brasil, que, através de uma técnica de bordado que surgiu no Chile, durante a ditadura militar, costuraram seus relatos de dor, luta e superação frente às violações sofridas em suas vidas cotidianas.