Sem perspectiva de resolver a pendência relativa à retenção de recursos constitucionais dos municípios, pelo governo do Estado, que soma mais de R$ 9,4 bilhões e se constitui em apropriação indébita, prefeitos recorrem ao governador eleito Romeu Zema, do Novo, na tentativa de solucionar o impasse. A questão será discutida em reunião do futuro gestor estadual, nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, com a diretoria da Associação Mineira de Municípios (AMM), presidida pelo prefeito de Moema, Julvan Lacerda, do MDB. Zema, de acordo com fonte na Capital, pode sugerir negociar parcelamento do débito, mas só o fará oficialmente após conhecer a real situação financeira do Estado.

O governador eleito tem demonstrado preocupação com a situação financeira do Estado e espera uma radiografia mais precisa do quadro com o trabalho da comissão de transição, que começa a atuar nesta semana. Zema vem acompanhando a manifestação dos prefeitos, que tentam, sem sucesso, receber a dívida do governo do Estado, mas o governador Fernando Pimentel, do PT, não se manifesta mesmo consciente de que a situação dos municípios se complica dia após dia por este motivo. Eles enfrentam dificuldades para honrar compromissos financeiros, que se agravam agora em função do pagamento do décimo terceiro salário, cuja primeira parcela vence neste mês.