Ao sancionar, no último dia 4, projeto aprovado pelo Congresso Nacional, no final do ano passado, prorrogando os incentivos fiscais da Sudene, o presidente Jair Bolsonaro, do PSL, dá demonstração clara que sua gestão dará atenção especial ao Nordeste, uma das regiões mais pobres do País. E, por conseguinte, também a região de Minas incluída na área da autarquia, que tem as mesmas características dos estados nordestinos e precisa do apoio do poder público federal para superar seus problemas e consolidar seu desenvolvimento. Os incentivos fiscais são um dos principais instrumentos de ação da Sudene, para estimular o desenvolvimento de sua extensa área de atuação, através da implantação de projetos industriais, que fortaleçam a economia, geram empregos e reflitam na qualidade de vida. A sanção foi comemorada pelo superintendente da Sudene, Mário Gordilho, com o argumento que a medida é fundamental para se combater a disparidade entre a economia do Nordeste em relação às regiões mais desenvolvidas.

É inegável que a área mineira da Sudene começou a se desenvolver com a firme atuação da antiga Sudene, que participou diretamente da implantação de projetos importantes em Montes Claros, que subsistem até os dias de hoje. Outros, por má gestão ou mesmo por outras questões, não deram certo, ou deram certo, mas foram transferidos para outras regiões. O certo é que o processo de industrialização de nossa região ocorreu graças aos incentivos fiscais da Sudene. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer em relação à nova Sudene, recriada no primeiro mandato do ex-presidente Lula, pois havia sido extinta pelo antecessor, Fernando Henrique Cardoso, por conta de irregularidades na aplicação dos recursos, em prejuízo da área geográfica mais pobre do País. A presença da autarquia por aqui, nos últimos anos tem sido tímida. Para mudar esta realidade, a ação política é fundamental. Assim, espera-se a presença do governador Romeu Zema, nas reuniões do Conselho Deliberativo da Sudene, diferentemente de seu antecessor, Fernando Pimentel, que ao longo de quatro anos, participou de uma reunião do Condel, em Brasília.