Com 2,85%, o primeiro semestre deste ano teve uma inflação acumulada menor se comparada ao mesmo período de 2018, que registrou 3,52% . Junho teve o menor índice mensal em 2019 até aqui, com 0,13% , conforme os dados divulgados pelo Índice Preços ao Consumidor (IPC), do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Um dos sete grupos que compõem o IPC na avaliação mensal, o setor de alimentação teve, pela primeira vez no ano, uma variação negativa em junho, embora seja pequena (-0,22%). 

O relatório referente a junho chama a atenção pela inversão de “vilões”. Produtos e serviços que até então tiveram percentuais positivos significativos na inflação dos meses anteriores, agora aparecem com quedas nos preços consultados, caso da laranja (-15% ), feijão (- 12% ), banana maçã (-6,88% ) e maracujá (- 4,79% ), entre outros alimentos in natura. Outras variações negativas consideráveis entre maio e junho, segundo o IPC/Unimontes, estão nos combustíveis: álcool (-5,78%) e gasolina (-2,34% ). 

Por outro lado, junho teve alguns “vilões” associados à época do ano, quando aumenta o consumo de produtos típicos para as festas tradicionais, como coco ralado (2,95% ) e leite condensado (2,8% ), e de medicamentos relacionados às doenças respiratórias mais comuns no período de baixas temperaturas: expectorante (5,46% ) e antitérmico (1,26% ). Em relação aos alimentos, os produtos com maior variação positiva de preço nos últimos 30 dias foram chuchu (8,28% ), carne de aves (5,06% ), tomate (5,04% ), ervilha (4,81% ), carne suína (4,1%), brócolis (3,82% ), uva (3,52% ) e arroz (1,64% ). Areia (12,5% ) e veículos (4,38% ) também aparecem na relação de vilões.