A aprovação do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, em primeiro turno, em votação nessa quarta-feira à noite, na Câmara dos Deputados, por 379 votos a 131, expõe as divergências políticas e partidárias entre o deputado Delegado Marcelo Freitas, do PSL e Paulo Guedes, do PT, que representam o Norte de Minas no parlamento. O primeiro é da base de sustentação do governo Jair Bolsonaro, do PSL e votou a favor da reforma e o segundo é oposição e votou contrário. As divergências reforçam a tese da dificuldade dos dois atuar como bancada na defesa dos interesses da região norte-mineira junto ao Palácio do Planalto. 

Escolhido relator da PEC da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça, emitindo seu parecer quanto à sua admissibilidade, Marcelo Freitas, sempre se posicionou como defensor da proposta e votou pela sua aprovação, por entender sua importância para o País e para garantir o pagamento dos aposentados no futuro. Quando do parecer, ele deixou claro que a medida é imprescindível para a economia e o crescimento do País, no futuro. Eleito em outubro do ano passado para representar o Norte de Minas na Câmara dos Deputados na primeira vez em que se candidatou, o delegado ganhou projeção nacional, nos primeiros meses de exercício do mandato ao ser escolhido como relator da PÈC na CCJ, o que o aproximou do Palácio do Planalto.