Na noite de segunda-feira (8/7), um morador de rua foi queimado enquanto dormia na Rua Grão-Mogol, nas proximidades da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, do Rocha Hotel e da Sorveteria Doçura. A Pastoral do Povo de Rua, através do seu coordenador Rafael Batista Caires, e o Setor Social da Arquidiocese de Montes Claros, através da assistente social, Sônia Gomes de Oliveira, emitiram nota de repúdio contra a barbárie social e denunciaram que são necessárias políticas públicas para abrigarem os cerca de mil moradores de rua de Montes Claros.

“Estamos querendo que as autoridades de Montes Claros possam se sensibilizar com esta situação e garantir segurança e moradia para as pessoas em situação de rua em Montes Claros. Em menos de 15 dias, dois casos” de preconceito contra essa população já foram registrados pelos meios de comunicação, declara Sônia de Oliveira, que também é a presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). 

A repercussão da nota de repúdio do morador de rua que foi queimado enquanto dormia gerou sensibilidade por parte de colaboradores da Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Ensino Superior do Norte de Minas (Fadenor), entidade ligada à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). “Solidariedade hoje [10/07] com amigas da Fadenor que vieram doar roupas para as pessoas em situação de rua”, informa Sônia de Oliveira. Leia abaixo a íntegra da nota de repúdio.