O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e a International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos no setor privado do Grupo Banco Mundial, assinaram em 11 de julho um Memorando de Entendimento. O objetivo é desenvolver, conjuntamente, um plano de trabalho para estudar alternativas para fomentar o desenvolvimento de Minas Gerais e prospectar oportunidades econômicas para projetos públicos e privados que contribuam com a diversificação da matriz econômica do Estado. 

BDMG e IFC trabalharão em parceria para mapear, em alguns territórios do Estado, oportunidades econômicas existentes e negócios prioritários além de questões ambientais e sociais As instituições também conversarão com diversos atores regionais, incluindo instituições do setor público, empresas do setor privado, empresas estatais, associações industriais, fundações, entidades do terceiro setor e outras organiza&cced il;ões relevantes. A formatação dos projetos deverá ser consolidada ainda neste semestre. 

O trabalho será feito com base em uma nova metodologia, a Plataforma de Valor Compartilhado (SVP, na sigla em inglês), desenvolvida pela IFC junto com a ONG Pro Natura Internacional, ue visa pomover o desenvolvimento sustentável de regiões vulneráveis nas quais já existem ou passarão a existir grandes investimentos extrativos ou de infraestrutura. A metodologia se baseia na criação de uma visão compartilhada para o futuro da região, que contemple diversificação econômica de uma maneira sustentável e a atração de investimentos. 

De acordo com o presidente do BDMG, Sergio Gusmão, o memorando faz parte da estratégia do Banco de intensificar a relação com os organismos multilaterais de fomento. “Estamos focados em diversificar modelos econômicos e fontes de recursos para estimular o desenvolvimento do Estado. Nesse sentido, o memorando que assinamos com a IFC é um passo estratégico no mapeamento de oportunidades de negócios importantes para o Estado e que sejam atraentes para investidores, tendo como norte os pilares de sustentabilidade, o ambiental, o social e o econômico”, afirma.