MÚLTIPLO - Caciques políticos de Montes Claros afirmam que o número de candidatos a vereador pode alcançar a majestosa quantidade de 650. Ainda em pouco quando se observa a paisagem de partidos que gravitam em torno do poder. A cacicada prediz luta empedernida entre candidatos neófitos, enquanto os mais antigos podem colocar as devidas barbas no molho.

QUITANDA - Há candidatos a vereador que aparecem como bólido e desaparecem do mesmo jeito que vieram: no anonimato que não larga deles. Às vezes, o candidato acha que é conhecido nas barracas mais próximas do local que tem o costume de frequentar e já raciocina ser isso suficiente para abrir quitanda promissora e colocar pepino no mercado coletivo. O filme não é novo, mas política também é uma aventura para marinheiros de primeira viagem ou território para ilusões.

REINO - O prefeito Humberto Souto é que terá que administrar o enorme número de candidatos a vereador que já fazem rapapés e salamaleques ao administrador bem-sucedido. Vaidades diversas aparecem quando a caça ao voto começa e candidato principal, majoritário, no caso o prefeito, terá que agregar todas as forças que vierem. O escritor Jorge Luís Borges dizia que num grupamento político em disputa eleitoral há “também os que não são bons nem são maus; são incorrigíveis”. Até esses também aparecerão em cena com suas verdades à la carte para julgamento popular através das urnas.