FLÁVIO ROSCOE (*) 

Com passos seguros e firmes, o Brasil vem avançando celeremente na construção de uma economia competitiva e capaz de recolocar o país nos trilhos do crescimento. A aprovação da Medida Provisória da Liberdade Econômica e da reforma da previdência, que está sendo finalizada no Senado Federal, são, sem dúvida, marcos emblemáticos e que transformam em realidade um sonho de décadas da sociedade brasileira e principalmente do setor produtivo. É hora de seguirmos adiante. 

Neste momento, entra em pauta uma nova questão, igualmente estratégica e decisiva para devolver ao nosso país a competitividade perdida ao longo de décadas de erros e equívocos: a reforma tributária. Com a carga tributária que hoje sufoca as empresas brasileiras, da ordem de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) – e principalmente com a complexidade do Sistema Tributário Nacional, um cipoal de burocracia que gerou mais de 300 mil normas fiscais desde a promulgação da Constituição de 1988 – é impossível competir em condições isonômicas nos grandes mercados globais e até mesmo no nosso mercado interno, onde os importados tomam o espaço do produto nacional.