O excesso da burocracia no licenciamento ambiental está prejudicando o Norte de Minas e afetando o atendimento a população, conforme avaliação dos secretários municipais de Agricultura, reunidos nessa sextafeira, no auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). Vários órgãos do Governo estadual e federal participaram da reunião, mostrando suas ações. Isso desagradou alguns secretários, que queriam ver uma resposta dos problemas vividos. Durante a reunião, foi cobrado do governo ações para garantir água potável às famílias que enfrentam os rigores da seca. 

O prefeito José Raul Reis, presidente da Associação dos Municípios do Médio São Francisco (Ammesf) e diretor da Amams, abriu o evento salientando que a agricultura é a base da economia do Norte de Minas e que precisava valorizar a atividade. Osmane Barbosa Neto, secretário de Agricultura de Montes Claros, lembrou que 80% do Norte de Minas depende da produção agrícola e que a situação se agrava quando se constata que a seca dos últimos oito anos deixou danos e se não houver uma boa chuva nesse ano, a tendência é agravar ainda mais. 

O gerente regional da Emater, Ricardo Demicheli foi além: 90% do Norte de Minas depende da produção rural. Lembrou que atualmente 91 municípios estão no semiárido mineiro e o pleito é de inserção de mais 55, quando no ano passado, foram incluídos seis. Faltam 49 municípios. O gerente observou que a seca é comum nessa época do ano no Norte de Minas e que ela deixou danos para 50 mil famílias da região nos últimos anos. Observou que existe risco da extinção do pequizeiro na região, por causa da praga que está assolando a arvore símbolo regiona.