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JN NOTÍCIAS · Cidades

Eleições 2026: Zé Chico e Thiago Gilleno em Destaque na Bahia

Experiência, articulação política e novos projetos entram em campo enquanto os dois pré-candidatos buscam ampliar suas bases eleitorais e apresentar propostas para Feira de Santana e para toda a Bahia.

Eleições 2026: Zé Chico e Thiago Gilleno em Destaque na Bahia

ELEIÇÕES 2026: ZÉ CHICO E THIAGO GILLENO AMPLIAM DISPUTA POR REPRESENTAÇÃO DE FEIRA DE SANTANA E DA BAHIA


Por Josenilson Almeida — JN Notícias


Dois projetos diferentes, uma mesma promessa ao eleitor: transformar votos em representação, recursos e resultados


A eleição de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos na Bahia. Em Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral do Estado, a disputa por espaço na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia promete ser marcada por nomes conhecidos, novos projetos e uma pergunta que o eleitor costuma fazer a cada eleição: o que, de fato, o candidato pretende fazer depois que receber o voto?


Entre os nomes que vêm movimentando o cenário político estão Zé Chico, candidato a deputado federal pelo União Brasil, e Thiago Gilleno, candidato a deputado estadual pelo Republicanos.


Embora tenham trajetórias diferentes, os dois construíram suas campanhas com forte presença em Feira de Santana e no interior da Bahia. Zé Chico aposta na experiência de articulação política e na defesa de uma representação federal mais próxima do município. Gilleno, médico e ex-prefeito de Ponto Novo, procura levar para a Assembleia Legislativa uma experiência administrativa construída especialmente nas áreas de saúde, desenvolvimento social e gestão municipal.


Esta reportagem do JN Notícias procura apresentar o cenário sem transformar promessa eleitoral em fato consumado. Afinal, em uma democracia, o candidato pode apresentar projetos; quem decide se eles serão colocados em prática é o eleitor — e, depois da eleição, a própria capacidade de articulação e trabalho de cada parlamentar.

ZÉ CHICO: A TENTATIVA DE TRANSFORMAR EXPERIÊNCIA POLÍTICA EM MANDATO FEDERAL


A candidatura de Zé Chico à Câmara dos Deputados chega a 2026 com um componente importante: ele já conhece o caminho de uma eleição federal e sabe o tamanho do desafio.

Em 2022, quando disputou uma vaga de deputado federal pelo União Brasil, Zé Chico recebeu 44.773 votos em todo o Estado, sendo 34.540 somente em Feira de Santana. Na cidade, terminou em segundo lugar entre os candidatos a deputado federal, atrás de Zé Neto.


O resultado mostrou que existe uma base eleitoral significativa, mas também revelou o principal obstáculo: transformar uma votação expressiva em Feira de Santana em uma votação estadual suficiente para conquistar uma cadeira na Câmara.


Agora, quatro anos depois, o cenário é diferente.


Em 2026, Zé Chico foi definido como o principal nome federal do grupo político liderado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho em Feira de Santana. A candidatura passou a ser apresentada como uma tentativa de fortalecer a representação do município em Brasília.


A mobilização também ganhou corpo. Em janeiro, Zé Chico reuniu mais de 250 lideranças políticas, comunitárias e representantes de segmentos diversos para discutir o projeto eleitoral. Posteriormente, outros encontros ampliaram a movimentação em torno de sua candidatura.


QUAL É A META DE ZÉ CHICO?


O discurso apresentado até agora tem como eixo principal aumentar a presença de Feira de Santana nas decisões tomadas em Brasília.


Entre as áreas destacadas publicamente estão infraestrutura, desenvolvimento econômico, saúde, modernização administrativa e busca de recursos federais para projetos municipais e regionais.

Na prática, se eleito, o desafio de Zé Chico será transformar sua influência política em capacidade de articulação institucional.


Um deputado federal não administra diretamente uma prefeitura. Seu papel passa pelo Congresso Nacional, pela elaboração e votação de leis, fiscalização do Governo Federal, participação no orçamento e articulação de recursos e programas federais para estados e municípios.


É justamente aí que estará uma das principais cobranças do eleitor feirense.


Quanto dinheiro poderá ser destinado? Quais obras serão priorizadas? Quais ministérios serão procurados? Quais projetos estruturantes terão defesa em Brasília?

São respostas que deverão ser apresentadas com maior precisão durante a campanha.

FEIRA DE SANTANA: O GRANDE PALCO DA CANDIDATURA FEDERAL


Zé Chico sabe que Feira de Santana será fundamental para sua candidatura.


O município possui um dos maiores eleitorados da Bahia e, consequentemente, representa um território eleitoral estratégico. O desafio, porém, não é apenas vencer na cidade, mas ampliar a votação para outras regiões.


A eleição de 2026 também coloca Zé Chico diante de concorrentes com diferentes estruturas políticas e eleitorais. Entre os nomes vinculados a Feira de Santana estão Zé Neto, que busca a reeleição, além de outros candidatos que pretendem conquistar o eleitorado feirense.


Portanto, não basta uma campanha de presença local.

Será necessário construir uma candidatura estadual.

E esse talvez seja o maior teste político de Zé Chico em 2026.

THIAGO GILLENO: DA PREFEITURA DE PONTO NOVO PARA UMA DISPUTA ESTADUAL


Se Zé Chico procura transformar sua experiência política e articulação municipal em uma cadeira na Câmara Federal, Thiago Gilleno apresenta ao eleitor uma trajetória diferente: a experiência de quem já esteve à frente de uma prefeitura.


Médico, Gilleno foi eleito prefeito de Ponto Novo em 2020, com 5.673 votos, correspondentes a 53,59% dos votos válidos.


Durante sua passagem pela administração municipal, construiu uma imagem política associada principalmente à saúde, desenvolvimento social, educação e geração de emprego e renda.


Uma pesquisa Bahia Notícias/Séculus realizada em dezembro de 2021 apontou 67,90% de aprovação à gestão de Gilleno em Ponto Novo. É importante registrar que esse número se refere a uma pesquisa daquele período e não representa necessariamente a opinião atual do eleitorado.


O próprio Gilleno, em entrevista, chegou a afirmar que deixou a prefeitura com aprovação de 95%. Como se trata de uma declaração do próprio político, o JN Notícias registra a informação como afirmação do candidato, e não como dado independente de pesquisa.

A EXPERIÊNCIA DE PONTO NOVO COMO CARTÃO DE VISITA


A estratégia de Thiago Gilleno é relativamente clara: apresentar ao eleitor baiano aquilo que considera ter realizado em Ponto Novo e defender que essa experiência pode ser ampliada para outros municípios.

Sua candidatura à Assembleia Legislativa foi articulada inicialmente pelo PSD e, posteriormente, Gilleno migrou para o Republicanos após mais de uma década no PSD.


Em 2026, sua candidatura ganhou força também em Feira de Santana.


Gilleno formalizou uma parceria política com Carlos Geilson, candidato a deputado federal pelo Republicanos. A chamada dobradinha pretende unir uma candidatura estadual e outra federal, com atuação conjunta em Feira e em outros municípios.


A estratégia é politicamente interessante: enquanto um candidato busca a Assembleia Legislativa, o outro tenta chegar à Câmara dos Deputados.

O QUE THIAGO GILLENO PODERIA LEVAR PARA FEIRA DE SANTANA?


Aqui é necessário separar proposta, expectativa e realidade.


Não seria correto afirmar que um eventual mandato de Thiago Gilleno automaticamente traria determinada obra ou recurso para Feira de Santana. Isso dependeria de orçamento, articulação com o Governo do Estado, emendas, aprovação de projetos e capacidade política de negociação.


Mas, observando sua trajetória pública, é possível identificar algumas áreas que provavelmente estarão entre suas prioridades.


SAÚDE


Como médico e ex-prefeito, Gilleno tem utilizado a saúde como uma das principais marcas de sua trajetória política.


Para Feira de Santana, isso poderia significar defesa de investimentos em hospitais, unidades de saúde, atenção básica, atendimento especializado, exames e ampliação da oferta de serviços.


Mas o eleitor deve exigir mais do que discursos.


Quais recursos? Para quais unidades? Em quanto tempo? Com qual fonte de financiamento?

São essas respostas que transformam uma promessa em compromisso público.


DESENVOLVIMENTO DOS MUNICÍPIOS


Outro eixo apresentado por Gilleno é o fortalecimento dos municípios.


Como deputado estadual, seu alcance seria principalmente dentro das políticas e do orçamento estadual. Poderia atuar na articulação junto ao Governo da Bahia, secretarias estaduais e Assembleia Legislativa para buscar investimentos para Feira de Santana e outros municípios.


GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA


A experiência administrativa de Ponto Novo também é utilizada por Gilleno para defender políticas de desenvolvimento econômico.


Para Feira de Santana, uma das maiores questões será justamente discutir como aproveitar melhor sua posição estratégica, seu comércio, sua indústria, sua logística e sua capacidade de geração de empregos.

DOIS CANDIDATOS, DUAS CASAS LEGISLATIVAS E UM MESMO DESAFIO


Existe uma diferença fundamental entre os cargos.


Zé Chico, se eleito deputado federal, atuará em Brasília.

Thiago Gilleno, se eleito deputado estadual, atuará na Assembleia Legislativa da Bahia.

Isso significa que os dois poderiam, em tese, trabalhar de forma complementar.


Um poderia buscar recursos, programas e investimentos no âmbito federal; o outro poderia atuar diretamente nas questões relacionadas ao Governo da Bahia e ao orçamento estadual.


É exatamente aí que surge uma possibilidade interessante para Feira de Santana.

Uma eventual parceria institucional entre representantes das duas esferas poderia fortalecer a defesa de projetos estruturantes para o município.


Mas há uma condição:


a política partidária não pode estar acima do interesse público.

O ELEITOR DE FEIRA ESTÁ MAIS EXIGENTE


A eleição de 2026 não será apenas uma disputa de nomes.


Será uma disputa de credibilidade.


O eleitor já ouviu inúmeras promessas ao longo das últimas décadas. O que ele quer agora é saber quem terá capacidade de cumprir aquilo que está prometendo.


No caso de Zé Chico, a pergunta é se sua força política em Feira conseguirá se transformar em votação estadual suficiente para chegar à Câmara Federal.


No caso de Thiago Gilleno, a pergunta será se sua experiência como gestor municipal conseguirá conquistar votos fora de sua região de origem e consolidar uma candidatura estadual competitiva.


Gilleno já começa a campanha com uma vantagem importante: possui uma trajetória executiva e uma experiência eleitoral comprovada. Por outro lado, disputar uma eleição estadual é completamente diferente de disputar uma prefeitura.


Zé Chico, por sua vez, possui experiência em articulação política e já demonstrou capacidade de obter uma votação expressiva em Feira de Santana. Porém, também precisa provar que consegue ampliar essa força para outras regiões da Bahia.

E SE FOREM ELEITOS?


É nesse ponto que o eleitor precisa fazer sua parte.


Se Zé Chico conquistar uma cadeira na Câmara Federal, Feira de Santana poderá cobrar dele uma atuação voltada para recursos federais, infraestrutura, saúde, desenvolvimento econômico, educação, segurança e grandes projetos estruturantes.


Se Thiago Gilleno conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa, o município poderá cobrar uma atuação voltada para saúde estadual, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento regional e defesa dos interesses dos municípios baianos.


E os dois deverão prestar contas.

Não apenas nas redes sociais.

Não apenas em eventos políticos.

Mas com números, documentos, projetos, emendas, votações e resultados.

A OPINIÃO DO JN NOTÍCIAS


Como jornalista, acredito que uma eleição não deve ser tratada como torcida de futebol.

Político não é ídolo.


Candidato não é dono do voto.


E eleitor não deve entregar um cheque em branco.


Zé Chico tem o direito de apresentar seu projeto. Thiago Gilleno também.


Cabe ao jornalismo apresentar os fatos, confrontar informações, ouvir os candidatos, verificar suas propostas e permitir que o cidadão tire suas próprias conclusões.


O JN Notícias não está aqui para dizer ao eleitor em quem votar.


Está aqui para perguntar:


O que será feito? Quanto vai custar? De onde virá o dinheiro? Quem será beneficiado? Em quanto tempo? E quem será responsável por fiscalizar?

Essas são perguntas simples, mas fundamentais.

UMA NOVA ETAPA PARA FEIRA DE SANTANA


Feira de Santana não precisa apenas de deputados que tragam discursos para a cidade.

Precisa de representantes capazes de abrir portas, buscar recursos, defender projetos, fiscalizar governos e voltar para prestar contas à população.


Se Zé Chico chegar à Câmara Federal e Thiago Gilleno à Assembleia Legislativa, ambos terão uma oportunidade histórica de mostrar que a política pode ser feita com planejamento, responsabilidade e compromisso.


Mas também terão uma obrigação ainda maior:

não esquecer o eleitor depois da eleição.

Porque o voto dura um dia.

O mandato dura quatro anos.

E a população tem o direito de acompanhar cada um desses anos.


CONCLUSÃO

As eleições de 2026 ainda estão em construção, e o cenário pode sofrer novas mudanças até o dia da votação.


Zé Chico chega ao processo eleitoral com uma candidatura consolidada dentro do grupo político de José Ronaldo e com a experiência de uma disputa federal anterior.


Thiago Gilleno chega com o histórico de ex-prefeito de Ponto Novo, médico, uma base política construída no interior e uma estratégia de expansão eleitoral que inclui Feira de Santana.

Os dois têm desafios diferentes.

Os dois têm projetos diferentes.


E os dois terão que convencer o eleitor de que podem transformar suas trajetórias em resultados concretos.

No fim, não será a propaganda, o palanque ou a quantidade de lideranças ao lado de cada candidato que decidirá a eleição.

Será o voto.

E depois dele, virá a parte mais importante:

trabalhar para justificar a confiança recebida.


Josenilson Almeida

Jornalista — JN Notícias


Reportagem produzida com base em informações públicas e declarações divulgadas pelos próprios candidatos e por veículos de imprensa. O JN Notícias diferencia fatos comprovados, declarações políticas e projeções eleitorais, preservando o compromisso com a ética, o contraditório e a independência jornalística.

Redação JN Noticias/Josenilson Almeida

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